Para os capitalistas, o que vale um trabalhador? Será que sua família, que depende de sua renda para sustento, ou suas dívidas acumuladas abalam em alguma coisa o dono de uma empresa na hora da demissão?
Ao analisar a sociedade, percebe-se que a resposta é simples: não!
O trabalhador é visto como uma simples peça na enorme engrenagem do sistema capitalista. Não passa de um número facilmente substituível. Uma força de trabalho inesgotável, gerador de lucros e nada mais.
Além disso, basta que surja a primeira crise econômica que o trabalhador é o que mais sofre. As demissões em massa são um bom exemplo.
Se a visão do trabalhador ativo é essa, o que dizer então do aposentado? Este, que passou boa parte da vida contribuindo com a arrecadação do Estado, na hora de tirar seu tão sonhado e merecido descanso, se depara com uma realidade revoltante.
Os governos, que têm por obrigação "manter" o aposentado, vêem o mesmo como um fardo; um peso nas contas públicas, do qual precisam se livrar ou reduzir ao mínimo, para que uma boa parte dos recursos seja destinada à monopólios privados ou especuladores internacionais.
Vemos no mundo inteiro uma intensa luta dos governos em dificultar cada vez mais a concessão de aposentadorias, fazendo com que o trabalhador trabalhe mais, contribua mais, e receba menos
Na França, o presidente Nicolás Sarcozy anunciou no dia 17/06 desse ano um projeto de reforma na previdência, que tem como objetivo aumentar a idade mínima para a aposentadoria. Além disso, o tempo mínimo de serviço também deve aumentar, fazendo com que alguns franceses possam se aposentar apenas com 67 anos.
Na Grécia, a situação também é grave. O pacote ditado pelo FMI que prevê o aumento da idade de aposentadoria gerou revolta, incluindo 3 greves gerais no país inteiro!
Os países citados não são exemplos isolados. Este processo ocorre pela Europa inteira, em países como Alemanha, Espanha e Grã-Bretanha.
"No Brasil, desde o governo FHC os trabalhadores vêm sofrendo com ataques a seus direitos previdenciários. Em 1998, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional n° 20, que promoveu uma completa reforma na previdência, retirando direitos dos aposentados. Um ano depois, FHC completou seu ataque com a promulgação da lei que criou o fator previdenciário, uma fórmula complicada inventada para reduzir o valos dos benefícios para aqueles trabalhadores que optarem por se aposentar mais cedo." - Jornal A Verdade, 118.
Não podemos esquecer do governo petista, que na época era oposição e combateu a reforma previdenciária. Ao assumir o governo, nada se mudou para melhor. Muito pelo contrário. O que se viu em 2003 foi Lula levando ao Congresso seu próprio projeto de reforma da previdência, desta vez direcionado contra os direitos dos servidores públicos, que viram taxação absurda de 11% sobre suas aposentadorias e pensões.
Situações como estas não podem passar desapercebidas. Temos que continuar investigando e trocando informações. Aceitar de braços cruzados e continuar reclamando não resolverá nada.
Abraços
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