sábado, 24 de julho de 2010

2 - Progresso

O progresso não se limita somente ao crescimento econômico, nem apenas à evolução tecnológica, mas também à melhoria no bem-estar social. Este último pode até ser discutível. Entretanto, nota-se que a melhoria das condições econômicas e a ascensão da tecnologia com o tempo são incontestáveis. E, ao se falar em evolução, tanto na parte econômica quanto na tecnologia e na ciência, não se pode deixar de mencionar um dos grandes marcos na história: a revolução industrial.

A primeira etapa da revolução ocorreu por volta do século XVIII. Neste período, os trabalhadores passaram a trabalhar para alguém, perdendo portanto, o controle dos lucros obtidos e dos processos de produção. A mecanização da indústria pelas máquinas a vapor, aliada à invenção da locomotiva (que por sua vez foi muito importante para o transporte de pessoas e mercadorias), mudaram o modo de vida daquela época.

A segunda etapa se deu na segunda metade do século XIX. Desta vez, porém, o que teve papel fundamental foi o desenvolvimento da indústria química e elétrica, e o trabalho com petróleo e aço, já que não houve mudanças significativas no modo de produção. Pode-se dizer então que nesta fase da revolução industrial, houve apenas um aprimoramento das técnicas desenvolvidas na primeira fase.

A terceira e última fase da revolução industrial é a qual o ser humano vive atualmente. Na medida em que novos contextos as exigiam, as teorias organizacionais foram surgindo como novas alternativas. Começando com o fordismo, criado por Henry Ford. Esse sistema de produção revolucionou a indústria no início do século XX e permaneceu como modelo padrão até a década de 70, quando foi superado pelo toyotismo (ou japonização do fordismo).

Em 5 de julho de 1723, em Kirkcaldy na Escócia, nasce Adam Smith. As revoluções industriais trouxeram muitas dúvidas, e foi justamente o pensador escocês, considerado um dos fundadores das ciências econômicas, quem tentou responde-las. Além disso, sua posição liberal foi extremamente influente e decisiva para o pioneirismo da revolução industrial nos países britânicos.
Para ele, a posição individualista do ser humano era benéfica para todos, pois quando alguém trabalhava pensando em si mesmo, o fazia da melhor maneira possível. A busca pelo lucro era, portanto, um fator que beneficiaria à sociedade.

Entretanto, pode-se atribuir a crise ambiental atual ao descaso do ser humano com o meio ambiente em consequência da busca incessante pelo lucro, tão defendida por Adam Smith. Nota-se que a posição individualista, neste caso, não beneficia ninguém. Pelo contrário. A degradação do meio ambiente prejudica a todos, em custo do acúmulo de capital por parte de algumas empresas.

Chega-se então a um impasse. Pode-se falar de progresso como um todo, sendo que o bem-estar social se limita às pessoas com alto poder aquisitivo, em detrimento dos menos favorecidos economicamente, que sofrem cada vez mais com os efeitos das agressões ao meio ambiente? O que se pode afirmar é que o progresso econômico e tecnológico está inteiramente ligado à crise ambiental.

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