sábado, 24 de julho de 2010

1 - Introdução

No dicionário, a palavra progresso é definida como melhoramento gradual das condições econômicas e culturais da humanidade, de uma nação ou comunidade. De forma mais sucinta e menos precisa, designa-se progresso como sendo a ação ou ato de progredir.

O progresso do homem ao longo da história está ligado diretamente ao progresso técnico e científico, que, segundo os positivistas, servem a toda humanidade e contribuem para o desenvolvimento desta, imprimindo maior racionalidade às ações humanas.

O aparecimento da pedra lascada, tido por alguns autores como consequência de ação humana, é um exemplo de aprimoramento da técnica. Já a tecnologia está além de um simples aprimoramento desse tipo, ou conjunto de várias técnicas. O que distingue a tecnologia da técnica é a base científica .(KRÜGER, 2001)

Tem-se a ciência como aliada à técnica principalmente a partir da segunda revolução industrial, onde os avanços com relação ao uso da eletricidade foram fundamentais. Hoje, vive-se a terceira revolução industrial, que ao contrário das anteriores, não se limita a produtos de pouco valor agregado. Isto significa que o produto final apresenta elevado valor, mesmo que tenha sido gasto pouca quantidade de matéria-prima.

Desde meados do século XIX, período em que se deu a segunda revolução industrial, combustíveis fósseis não renováveis são utilizados. Seu consumo foi crescente, decorrente do aumento das necessidades do homem. Além disso, a partir desse período, ações consideradas danosas para o meio ambiente se intensificaram.

Decorrente desse processo, catástrofes naturais se tornaram mais frequentes, e hoje o homem têm acesso à informações diárias referentes à queimadas, vazamentos de óleo no mar, depósito de lixo químico doméstico, industrial e hospitalar no solo sem qualquer cuidado, etc. Portanto, pode-se dizer que o homem vive em meio à uma crise ambiental.

A relação da crise ambiental com o progresso pode se mostrar não perceptível vez ou outra. Por tal motivo, neste trabalho se discutirá tal relação de maneira a deixá-la clara, utilizando além da bibliografia citada, os textos Racionalização Subversiva: Tecnologia, Poder e Democracia de Andrew Feenberg e A sociedade em rede de Manuel Castells.

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